O valor da amizade na Boa Morte

A importância de se ter um amigo com quem você possa compartilhar sua curiosidade e seus medos em torno da morte de uma maneira segura e relativamente prática.

Desde muito tempo existem estereótipos associados a pessoas interessadas em aprender sobre a morte. Falar da morte costuma ser visto como algo para pessoas que se vestem de preto e adoram o diabo. NEWSFLASH: Todo mundo morre. Rico, pobre trabalhador, recém-nascido, idoso… até você. Mas se todo mundo morre, por que tão poucas pessoas estão dispostas a falar sobre isso? É o medo do desconhecido? Doutrinas de fé que são contra isso? Ou estigma social ligado à morte e ao morrer?

Se você está interessado em encontrar seu próprio amigo de morte, sugiro que procure alguém que:

  • Ganhou a sua confiança e cuja confiança você conquistou
  • Não te julga
  • Respeita suas crenças e limites
  • Está disposto a ser franco e aberto
  • Te permite chorar sem fazer disso algo pessoal
  • Não apressará você no processo de luto
  • E sabe equilibrar a luz e a escuridão

Em minha busca pessoal, encontrei alguns candidatos em potencial que sabem como equilibrar a escuridão com a luz por meio do humor, mas não são bons em respeitar meus limites e crenças. Outros estão dispostos a ser francos e abertos com suas opiniões, mas têm a tendência de julgar meus pensamentos e entendimentos. E, é claro, existem aqueles que se enquadram na maioria dos critérios, mas ainda não nos conhecemos bem o suficiente para ter conquistado a confiança um do outro.

Acho que a notícia de última hora para mim é que não se pode ter tudo. Na verdade, a maioria não o fará, mas é importante ter pelo menos uma pessoa com quem você possa contar para ajudá-lo a lidar com as conversas sobre a morte. Na verdade, falar sobre a morte é até saudável! De acordo com um artigo do HuffPost de 2016, da médica Supreeya Sarup, “Ao aceitar que nossos dias são limitados, somos capazes de valorizar o nosso hoje, e é por isso que acredito que é crucial começarmos a falar sobre a morte agora.”

Se é preciso falar sobre a morte para finalmente experimentar a vida, então essa é uma conversa que estou disposto a ter sempre que puder. Quer ser meu amigo?

Adaptação de conteúdo publicado no blog The Order of the Good Death. Leia o original, em inglês, aqui.

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